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O Homem e os Reparos Domésticos, Consertando e Produzindo



É honroso para o homem saber fazer reparos domésticos. Ele desenvolve sua masculinidade e Deus é glorificado na sua diligência. Ele precisa saber o básico de tudo e produzir alguma coisa, consertar ou produzir algo em sua casa.

A cultura, meu amigos, está enfiando goela abaixo um argumento na vida dos homens, dizendo que muitas das coisas que os homens fazem é um estereótipo que lhes é imposto, que não existem comportamentos característicos ou mais visíveis em homens. E muitos homens tem aceitado essas narrativas. E sabe o que acontece? O homem é empurrado para o pecado da preguiça, irresponsabilidade e omissão.

Hoje, muito homens não sabem fazer reparos domésticos. Infelizmente, está se tornado comum encontrar um homem jovem que não sabe manusear uma ferramenta para fazer reparos em casa, ele terceiriza o serviço, às vezes, muito simples (até existem empresas para prestar serviços de pequenos reparos).

Antes, quero mencionar que é óbvio e necessário chamar um profissional para as manutenções mais difíceis e complexas. Mas de modo geral, cabe ao homem todo restante.

Já reparou nos filmes americanos que um homem de família sempre tem uma caixa de ferramentas na garagem ou está consertando alguma coisa? Porém, hoje, a maioria de nós precisa dos serviços de terceiros para reparar algo no lar.

Talvez você questione: "Mas André, estamos no Brasil, é uma cultura diferente dos americanos". Não estou falando de culturas, estou falando que todo homem precisa ser diligente e ser desenvolvido a respeito do trabalho e nos reparos do lar.

Aqui temos duas questões:

(1) Há o jovem rapaz que, movido pelo seu pecado e influenciado pelas narrativas da cultura, não se dispõe a fazer nem aprender nada. Ele cai no pecado da preguiça e da omissão. Muitos dos homens modernos são a desgraça da sociedade. Não assumem responsabilidades, ficam se vitimizando, colocam dificuldades em tudo, querem facilidades. Paulo fala algo a respeito desses homens: “Quem não quer trabalhar que também não coma.” (2Tessalonicenses 3.10).

Por exemplo, na minha família eu tenho um parente, um jovem rapaz, que não quer trabalhar no "pesado", ele quer um mais fácil, tipo um emprego tenha sombra, no escritório etc, porque ele tem medo de se machucar (se o trabalho fosse numa marcenaria) ou não se sentiria muito bem se trabalhasse sob pressão. Um jovem como esse é capaz de deixar o teto da casa onde mora cheio de goteiras, ou deixar que vire uma casa para as aranhas, do tanto de teias que iria ter, ou o terreno ficar cheio de mato. Ele não está disposto a "pôr a mão na massa".

Eu também fui assim no passado. Meu pai tentou me ensinar sua profissão, ele era pedreiro, mas eu não quis, com a ideia de que queria algo mais fácil e de aquilo "não era pra mim". Me arrependo de não ter aprendido. Atualmente já passei por algumas profissões, aprendi muitas coisas, não tenho frescuras para aprender um trabalho novo, mas meu principal foco agora é saber de tudo um pouco sobre os reparos domésticos. A teologia cristã a respeito do trabalho mudou bastante minha vida, tem me ensinado muito e me instigado a amar o trabalho e tratá-lo de forma correta.

(2) Há o segundo tipo de jovem, que é aquele que quer aprender, quer desenvolver sua masculinidade e ser diligente no trabalho, mas não sabe por onde começar. Bom, vou deixar algumas dicas.

Primeiro, aprenda com o seu pai, seus tios e familiares ou com os irmãos da igreja. Observe-os quando estiverem fazendo alguma obra. Quando alguém for fazer uma manutenção em sua casa, observe. Pergunte, tire dúvidas, se autoconvide quado eles forem fazer algo. Aprenda.
Segundo, aprenda com tutoriais na Internet ou cursos (pagos ou gratuitos). Use a facilidade da Internet ao seu favor. Aproveite os cursos baratos que as intuições oferecem.
Terceiro, compre seu próprio kit de ferramentas. Vá comprando de acordo com que as necessidades de reparos forem surgindo na sua casa. Um martelo, uma furadeira, chaves de fenda etc.
Quarto, "ponha a mão na massa". Você só vai aprender se for para a prática. Comece pelo fácil até desenvolver os reparos mais difíceis.
Quinto, quando você ver que alguma coisa precisa de reparo na sua casa, faça. Não deixe que seus pais (se for solteiro) fique pedindo para fazer algo ou que sua esposa (se for casado) fique insistindo que conserte algo. Faça!

Não é honroso o homem ter que pagar por qualquer tipo de reparo em seu lar. O mato está grande? Tem que chamar alguém pra roçar. Goteiras na casa ou problemas com o teto? Tem que chamar o carpinteiro pra consertar. Quer colocar um nicho em algum cômodo? Tem que chama alguém porque você não sabe manusear uma furadeira. Quer consertar aquela torneira pingando? Tem que chamar alguém.

Imagime dois homens. O primeiro ganha um bom dinheiro, a ponto de pagar por qualquer serviço ou reparo que deva ser feito na sua casa. O segundo também trabalha e ganha um bom salário, mas ele tem as qualidades de trabalho desenvolvidas, sabe fazer vários tipos de reparo. Agora imagine que as coisas fiquem complicadas e apertadas financeiramente, e ainda assim a casa precisa de reparos, qual desse dois se sairia melhor?

Certa vez, eu convidei alguns irmãos da igreja para nos reunir-mos e colocar o teto da minha casa, daí eu brinquei com um dos irmão e disse o seguinte a ele: "Irmão, se eu fosse mulher, eu me casaria com você. Um homem crente, trabalhador e multifuncional. Não é pra qualquer um". Apesar da brincadeira, essa foi uma característica que me chamou bastante atenção nele, era um homem multifuncional, sabia de tudo um pouco.

Hoje, nós vemos jovens que não sabem manejar um serrote e já acham que são "Macho Alfa" por fazer academia e ficar musculoso enquanto tira fotos em frente ao espelho, não sabem usar uma furadeira pra colocar um parafuso e acham que são "Macho Alfa" por ter barba grande. Alguns manuseiam bem o controle do vídeo game, mas não as ferramentas de reparo.

Abordar sobre essa questão me veio à mente porque (1) estou prestes a casar. E o casamento te empurra para desenvolver muitas outras qualidades, te empurra para responsabilidades novas e maiores. (2) Minha noiva também, às vezes, fica me cobrando algumas coisas das quais não faço, que naturalmente eu deveria fazer, daí quero desenvolver a ponto de não ter que ouvir ela ficar mais insistindo, para que seja natural para mim e harmonioso para nós. Também (3), no emprego a qual trabalho eu atuo em uma área específica, havendo outras, mas ultimamente pretendo aprender essas outras. E (4), principalmente, pelo fato de exercer minha masculinidade de forma honrosa e santa, deixar o casamento mais harmonioso e glorificar a Deus em tudo isso.

Por fim, é necessário que um homem deixe o seu lar em ordem e harmonia. Que ele demonstre estar preparado para todo tipo de situação. Aprender a fazer reparos pode ajudar esse homem em muitas coisas:

1 • Ele vai desenvolver sua masculinidade e assim glorificará a Deus, sendo esforçado.
2 • Sua esposa irá elogiar e admirá-lo ainda mais.
3 • Desenvolvendo outras qualidades, ele pode ajudar o seu próximo ou seus irmãos e, quem sabe, se aprimorando pode prestar serviços para fazer um bico por fora.
4 • Obterá mais conhecimento para seu crescimento pessoal podendo ensinar outras pessoas e seus futuros (ou atuais) filhos.
5 • Economizará tempo e dinheiro, além de ficar satisfeito por ver concluído um trabalho de suas próprias mãos.

Homens, estudem sobre a teologia do trabalho, se desenvolvam, sejam diligentes, mãos à obra!

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